sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Mortes por dengue aumentam 89,7% em 2010

Dados divulgados pelo Ministério da Saúde apontam também que 11 capitais do País estão em estado de alerta


O número de mortes provocadas pela dengue no País aumentou 89,7% este anos de acordo com resultado parcial do Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) 2010, apresentado nesta quinta-feira (11), em Brasília, pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão. De janeiro até 16 outubro, foram registrados 936.260 casos contra 489.819 no ano passado. No mesmo período, a doença levou à morte 592 pessoas. Em 2009, foram 312 casos fatais.
O levantamendo revela ainda que 15 municípios estão em risco de surto da doença e 123, em situação de alerta. São 11 cidades no Nordeste, três no Norte e uma no Sudeste. Nessas regiões, mais de 3,9% dos imóveis pesquisados apresentam larvas do mosquito. Outros 123 municípios, dos quais 11 capitais, estão em situação de alerta. Neles, entre 1% e 3,9% dos imóveis analisados registram infestação. E 162 cidades apresentam índice satisfatório, abaixo de 1%.
Segundo o Ministério, a metodologia permite identificar onde estão concentrados os focos do mosquito. Neste ano, 425 cidades estavam programadas para participar do LIRAa. Ano passado, foram 169. Do total de municípios previstos para 2010, 300 já enviaram as informações ao Ministério da Saúde até o momento. Em outras 118 cidades, o estudo está em andamento – e sete inicialmente previstas decidiram não realizar o levantamento.
Entre as capitais, 11 estão em situação de alerta – Salvador, Palmas, Rio de Janeiro, Maceió, Recife, Goiânia, Aracaju, Manaus, Boa Vista, Fortaleza e Vitória. Essas cidades (e todas as outras em situação de alerta) merecem total atenção, pois qualquer descontinuidade nas ações de controle pode alterar o quadro para situação de risco.
Outras dez capitais apresentam índice satisfatório – Macapá, São Luís, Teresina, João Pessoa, Brasília, Campo Grande, Porto Alegre, Florianópolis, Belo Horizonte e São Paulo. E quatro (Belém, Natal, Curitiba e Cuiabá) estão consolidando os dados.
Campanha
A divulgação do LIRAa 2010 é simultânea ao lançamento da Campanha Nacional de Combate à Dengue para reforçar o alerta que vem sendo feito pelo do Ministério da Saúde desde setembro. O governo afirma que pretende elevar o tom de alerta, com o testemunho de pessoas que tiveram a doença, além de utilizar os casos de óbito para reforçar o apelo.
“Embora o grau de conhecimento das pessoas sobre a doença e a prevenção seja alto, em torno de 96%, o brasileiro sabe que tem papel fundamental na eliminação dos focos do mosquito, o que ainda é um desafio no Brasil. Prova disso é o resultado do LIRAa deste ano. Nessa lógica, ganham força duas mensagens fundamentais: que os governos e os cidadãos devem fazer, juntos, a sua parte e que a eliminação de criadouros deve ser algo rotineiro", assevera o ministro José Gomes Temporão.
A mudança no enfoque da campanha, segundo o Ministério, foi baseada no resultado de uma pesquisa de opinião, realizada pelo governo, que revelou uma resistência das pessoas em mudar seu comportamento, embora 96% saibam quais os sintomas da dengue e como fazer para combater o mosquito transmissor. A mensagem de 2009, “Brasil unido contra a dengue”, foi substituída por outra, “Dengue: se você agir, podemos evitar”.
“Cada vez mais, precisamos difundir a idéia de que dengue não é um problema só da saúde e nem só dos governos. Se a comunidade não se envolver, e se não houver a articulação com outros setores, continuaremos enfrentando aumento de casos e de mortes por dengue no Brasil”, afirma o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Gerson Penna.
Para o verão de 2011, o Ministério aponta dez estados brasileiros com risco muito alto de epidemia: Amazonas, Amapá, Maranhão, Ceará, Piauí, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Bahia e Rio de Janeiro. Esses estados receberão a visita do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, nas próximas semanas, para mobilizar gestores e profissionais de saúde e veículos de comunicação.
Cenário nacional
Em 2010, até 16 de outubro, foram notificados 936.260 casos de dengue clássica no país, dos quais 14.342 foram classificados como graves. O número de mortes foi de 592.
A recirculação do sorotipo DENV-1, que havia predominado no país no final da década de 90, está entre os fatores que contribuíram para o número de casos em 2010. Em quase todos os estados, há um grande contingente populacional sem imunidade a esse sorotipo. Isto, aliado aos altos índices de infestação revelados pelo LIRAa 2009, representou um cenário favorável à transmissão da dengue em grande escala no Brasil neste ano.
Além disso, a manutenção de condições precárias de saneamento básico e a irregularidade da coleta de lixo em muitos municípios brasileiros impedem a redução dos índices de infestação pelo mosquito Aedes aegypti.
“A falta de abastecimento de água obriga as pessoas a armazenarem em caixas d’água, tonéis e latões, sem a devida proteção. O lixo acumulado também abastece o ambiente, de forma permanente, com vários criadouros ideais para a fêmea do mosquito colocar seus ovos”, explica o coordenador do Programa Nacional de Controle da Dengue, Giovanini Coelho.

infecções hospitalares

Infecção hospitalar ou infecção nosocomial é qualquer tipo de infecção adquirida após a entrada do paciente em um hospital ou após a sua alta quando essa infecção estiver diretamente relacionada com a internação ou procedimento hospitalar, como, por exemplo, uma cirurgia.
Há mais de vinte anos, a infecção hospitalar era um fantasma que pairava nos quartos e corredores dos hospitais, assombrando apenas os médicos e enfermeiros. A agonia sofrida pelo ex-presidente brasileiro Tancredo Neves trouxe esse fantasma para o cotidiano de todos os brasileiros. Termos como septicemia, diverticulite, infecção generalizada se popularizam.
Desde então, a infecção hospitalar não mudou, apenas tornou-se mais conhecida, permanecendo como um dos flagelos mundiais na área de saúde, pois nenhum pais tem o controle absoluto da infecção hospitalar, apenas existem paises que possuem numeros mais baixos de contaminação.

 Prevenção

A prevenção de infecções hospitalares por todo o mundo depende muito mais da instituição hospitalar e de seus trabalhadores do que dos pacientes, já que ninguém se interna com intenção de contrair doenças dentro do hospital.
Os cuidados para não ocorrer elevado número de infecções e sua prevenção e controle envolvem medidas de qualificação da assistência hospitalar, de vigilância sanitária e outras, tomadas no âmbito do município e estado.

 Controle

Desde que no século XIX se pôde observar os seres microscópicos que produzem doenças, cientistas e médicos buscaram a forma de destruí-los e evitar a invasão de novos microorganismos.
Na idade média, desconhecendo a causa, queimavam os móveis e utensílios e o cadáver da pessoa que morria nas epidemias de cólera ou de peste, intuindo que havia algum elemento causador da doença que passava de uma pessoa doente ou de seus objetos para outras pessoas.
Louis Pasteur (1822-1895) descobriu algumas das bactérias causadoras de doença e que muitas delas morriam se aquecidas acima de certa temperatura. A “pasteurização” do leito consiste em aquecê-lo durante meia hora a 60 graus; isso mata as bactérias patogênicas e evita a transmissão de algumas enfermidades.
Antes de Pasteur, um medico que trabalhou em Viena e em Budapeste, Ignácio Semmelweis (1818-1865) obrigava todos a lavarem as mãos com água e sabão ou aplicar em si próprios hipoclorito de cálcico antes de atenderem as parturientes, o que determinou uma diminuição na mortalidade por febre puerperal de 18% para 2%.
Nessa época, um cirurgião inglês, Joseph Lister (1827-1912), fez com que os cirurgiões se lavasssem com solução de fenol e aplicou pomadas de ácido fênico nas feridas, reduzindo o numero de infecções.
A importância de Lister é grande, porque implantou os princípios de assepsia, isto é, manter livre de germes os centros cirúrgicos.
O costume de manter o ambiente limpo e de trabalhar com os doentes nas condições mais assépticas possíveis foi pouco a pouco assumido por todas as pessoas dedicadas a atender enfermos. A partir dessa época, novos descobrimentos se fizeram, como o uso de luvas de borracha, a esterilização por vapor de água e o emprego de anti-sépticos cada vez mais eficazes. Parte desses descobrimentos continuam sendo usados, porém o grande avanço de nossa época é o uso de material descartável e os métodos industriais de esterilização, que significaram grande progresso no controle das infecções.
Ao mesmo tempo em que se progredia no estudo dos compostos capazes de destruir os germes patogênicos sobre os materiais e sobre a pele, começou-se a buscar substâncias que destruíssem os germes no interior do organismo, sem prejuízo para as células das pessoas. No principio do século XX, foram descobertas as sulfamidas, que matavam alguns micróbios, mais o avanço mais importante supõe-se ter sido a obtenção, em 1929, do primeiro antibiótico (a penicilina) a partir de um tipo de fungo, Alexander Fleming (1881-1955), embora a sua produção e comercialização só ocorressem nos anos 40. Desde então, até a atualidade, foram descobertos e produzidos outros antibióticos cada vez mais eficazes no tratamento de muitas doenças infecciosas.
Não devem ser esquecidos também os estudos sobre as defesas do próprio organismo contra as infecções e o descobrimento das vacinas no final do século XIX. A partir daí, o uso generalizado e sistemático das vacinações fez diminuir a incidência de algumas doenças e desaparecer outras, como a varíola, que nos séculos passados produzia grande número de mortes.

 Potencial de contaminação da incisão cirúrgica

O numero de microorganismo presentes no tecido a ser operado determinará o potencial de contaminação da ferida cirúrgica. De acordo com a Portaria n° 2.616/98, de 12/5/98, do Ministério da Saúde, as cirurgias são classificadas em:
Limpas: realizadas em tecidos estéreis ou de fácil descontaminação, na ausência de processo infeccioso local, sem penetração nos tratos digestório, respiratório ou urinário, em condições ideais de sala de cirurgia. Exemplo: cirurgia de ovário;
Potencialmente contaminadas: realizadas em tecidos de difícil descontaminação, na ausência de supuração local, com penetração nos tratos digestório, respiratório ou urinário sem contaminação significativa. Exemplo: redução de fratura exposta;
Contaminadas: realizadas em tecidos recentemente traumatizados e abertos, de difícil descontaminação, com processo inflamatório mas sem supuração. Exemplo: apendicite supurada;
Infectadas: realizadas em tecido com supuração local, tecido necrótico, feridas traumáticas sujas.

 Defesas contra as infecções

Sabemos que existem micróbios patogênicos no ar, nos objetos e sobre a pele, porém normalmente estes não produzem infecções porque existe uma serie de barreiras naturais que protegem as possíveis portas de entrada dos germes. Finalmente, nós, seres humanos, somos parte da natureza e nela há uma ininterrupta batalha entre os seres vivos e outros, que às vezes se mantêm em equilíbrio e às vezes se destroem.
A barreira mais importante contra os germes ambientais é a pele. A capa superficial da pele é formada por células mortas com grande quantidade de queratina – a mesma substância que forma as unhas. Esta faz com que a pele seja impermeável e, com a secreção gordurosa e o suor, evite que os micróbios penetrem no organismo. Se a pele se rompe ou se altera, as bactérias que normalmente nela vivem podem introduzir-se no organismo, produzindo infecção.
Outra via importante para a entrada de germes é a respiratória. Aqui, entre células que recobrem a faringe e a traquéia, existem células que segregam mucosidade para reter os elementos estranhos, e além disso tem cílios que se movem continuamente para expulsá-los para o exterior. Esse epitélio fica alterado nos fumantes, por isso eles têm mais infecções respiratórias do que os não-fumantes.
A entrada de germes pelo aparelho digestivo esta protegida pela saliva e sucos gástricos, que têm capacidade de destruir alguns micróbios. O rim e a via urinária são protegidos pelo esfíncter de saída e o esvaziamento periódico da urina.
Também a vagina e os olhos têm secreções protetoras das infecções. São o fluxo vaginal e a lagrimas. A alteração dessas secreções facilita o surgimento de infecções..

 Fontes

  • OLIVEIRA, Adriana Cristina (Org.). "Infecção Hospitalar, epidemiologia, prevenção e controle". 1 ed. Rio Janeiro: MEDSI/Guanabara Koogan, 2005.
  • FERNANDES, A. T. (Org.) ; FERNANDES, M. O. V. (Org.) ; RIBEIRO FILHO, N. (Org.). "Infecção Hospitalar e suas Interfaces na Área da Saúde". São Paulo: Atheneu, 2000.

Como se previnir contra infecções.

Prevenção das Infecções Prevenção das Infecções

Os métodos de saúde pública têm efeito importantíssimo na prevenção da propagação das doenças infecciosas. A eliminação apropriada dos esgotos e disponibilidade de água potável tem suprimido em grande parte as epidemias tais como a febre tifóide e o cólera. As imunizações e vacinas constituem um outro aspecto da medicina moderna que tem eliminado ou reduzido notavelmente a freqüência das doenças infecciosas tais como a varíola e a poliomielite.

Os cuidados domésticos podem limitar a propagação das doenças gastrointestinais. Lamentavelmente, não é eficiente para controlar a propagação do resfriado, da tosse e da faringite em uma unidade familiar.

Como as doenças infecciosas se propagam

- As secreções do nariz, boca e olhos são as causas mais comuns das infecções respiratórias. Estas secreções geralmente são propagadas pelas mãos contaminadas e, às vezes, por meio dos beijos. As crianças pequenas contribuem particularmente na propagação destas infecções devido a sua tendência de tocar e levar à boca tudo o que vêem.
- A propagação por meio de gotículas produzidas pela tosse ou espirros é uma maneira menos comum de transmissão de infecções respiratórias. Estas gotículas podem alcançar até 2 metros.
- A contaminação fecal das mãos e outros objetos é a causa mais comum da propagação da diarréia, assim como da hepatite infecciosa. Diferentemente da urina, que é estéril, as fezes são compostas de até 50% de bactérias.
- A exsudação das lesões cutâneas, como no caso da varicela e do fogo selvagem pode ser contagioso. Contudo, muitas das erupções cutâneas avermelhadas e sem exsudação não são contagiosas pelo contato com a pele.
- Em épocas anteriores, a contaminação dos alimentos e da água era causa de muitas epidemias. Hoje em dia, alguns alimentos contêm bactérias causadoras de diarréia. (Por exemplo, mais de 50% do peru ou do frango crus contêm microorganismos do gênero Campylobacter ou Salmonelas. Em contrapartida, somente 1% dos ovos crus estão contaminados com salmonela).
- Os utensílios contaminados, tais como talheres e pratos, podem causar infecções respiratórias e intestinais.
- Os objetos contaminados tais como pentes, escovas, chapéus ou gorros podem produzir a propagação de piolhos ou do impetigo.

Como prevenir ou diminuir a propagação das doenças infecciosas

As seguintes medidas preventivas podem ajudar a diminuir a propagação das doenças em casa.

1. Exija que as mãos sejam lavadas constantemente

O costume de lavar as mãos é mais eficaz para prevenir a propagação das infecções gastrointestinais que todos os outros procedimentos juntos. Enxagüar as mãos vigorosamente com água é tão eficaz quanto lavar as mãos com água e sabão. Isto é especialmente importante depois de usar o banheiro, trocar fraldas ou ter contato com água de aquário. Mantenha um local apropriado para que as pessoas lavem as mãos depois de trocar fraldas. As crianças pequenas devem ser supervisionadas quando usarem vasos sanitários ou lavabos. Alguns estudos recentes tem descoberto que lavar as mãos também é muito importante para prevenir a propagação das doenças respiratórias. Lave as mãos após assoar ou tocar o nariz.

2. Impeça que seu filho adquira o hábito de levar a mão a boca ou ao nariz demasiadamente

Este conselho também é útil para prevenir a propagação das infecções respiratórias. Da mesma maneira, tocar os olhos depois de tocar o nariz é uma causa comum de infecções oculares.

3. Não fume perto de seus filhos

A inalação passiva da fumaça de cigarro aumenta a freqüência e a seriedade dos resfriados, tosse, infecções de ouvido, infecções dos seio nasais, crupe e asma.

4. Recomende seu filho a não beijar animais domésticos

Os animais domésticos (especialmente os cachorros) podem transmitir a diarréia sanguinolenta, lombrigas e outras coisas. Os animais domésticos devem ser acariciados e não beijados.

5. Cozinhe bem todas as carnes e aves.

As aves mal cozidas são uma causa comum de diarréia. Se a ave estiver congelada, descongele-a na geladeira e não na temperatura ambiente, para evitar a multiplicação das bactérias. Depois da preparação, lave cuidadosamente as mãos e qualquer objeto que tenha estado em contato com a carne crua (colheres, facas, tábuas, etc.) antes de usá-los em outros alimentos. Nunca sirva frango quando ele ainda estiver rosado por dentro (o que é muito comum em churrascos). Não coloque a carne já cozida no mesmo prato em que ela esteve quando crua.

6. Use uma tábua de plástico.

Os germes não são eliminados completamente das tábuas de madeira.

7. Evite comer ovos crus ou que não estejam bem cozidos.

Se você prepara o seu próprio lanche, use ovos pasteurizados.

8. Prefira os cuidados domésticos.

Os serviços de babás oferecidos nas próprias casas das crianças, têm uma freqüência mais baixa de doenças infecciosas. Os bebês têm maior probabilidade de complicações como resfriados. Se seu filho for menor de 12 meses, trate de conseguir um serviço de babá à domicílio.

9. Limpe os locais contaminados com desinfetantes.

Estes produtos matam quase todas as bactérias, inclusive os estafilococos. A desinfecção do local onde se realizam as trocas de fraldas, as roupas, os brinquedos, os talheres e pratos reduz bastante as doenças intestinais em casa e nas creches.

10. Entre em contato com o médico se seu filho esteve exposto a meningite ou hepatite.

Os antibióticos podem prevenir alguns tipo de meningite em crianças menores de 4 anos que expostas ao risco de infecção. Uma injeção de gamaglobulina ajuda a prevenir a hepatite em crianças que estiveram em contato direto (por mais de 4 horas) com alguma pessoa que tenha a doença.

11. Mantenha o programa de vacinação de seu filho atualizado.

12. Não isole seu filho.

O isolamento é cogitado em última instância, porque sua utilidade em uma unidade familiar é discutível. Quando uma criança manifesta sintomas, já compartilhou germes com a família. Além do mais, o isolamento em casa é praticamente impossível.


Escrito por B.D. Schmitt, M.D., autor de "Your Child's Health", Bantam Books.
Copyright 1999 Clinical Reference Systems 

Diferença entre epidemias,edemias e pandemias

Pandemia é enfermidade epidêmica amplamente disseminada.

Epidemia é doença geralmente infecciosa, de caráter transitório, que ataca simultaneamente grande número de indivíduos em uma determinada localidade. Pode ser também surto periódico de uma doença infecciosa em dada população ou região.

Endemia é doença infecciosa que ocorre habitualmente e com incidência significativa em dada população ou região.

As três palavras, então, podem ser consideradas sinônimas, apesar de haver diferenças entre elas. Vejamos quais são as diferenças:

Se uma doença ocorre com freqüência em determinada região sempre acometendo grande número de habitantes, chamamo-la de endemia ou de epidemia. Há, por exemplo, endemia (ou epidemia) de dengue nas grandes cidades brasileiras. Todo ano, na temporada de chuvas, muitas pessoas são acometidas pela dengue.

Se uma doença ocorre em determinada época (mas não com freqüência, ou seja, não todo ano) acometendo grande número de habitantes, chamamo-la apenas de epidemia. Por exemplo: Em um ano, várias pessoas foram acometidas pelo sarampo. Nos anos passados isso não havia ocorrido: epidemia de sarampo.

Quando uma endemia ou uma epidemia atinge grandes proporções, chamamo-la de pandemia. Por exemplo: muitas pessoas de alguns bairros da cidade tiveram dengue: epidemia ou endemia. Muitas e muitas pessoas de todos os bairros da cidade, inclusive do centro, tiveram dengue: pandemia.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Grandes epidemias e infecções ao longo da história.

Bactérias, virus e outros microorganismos já causaram estragos tão grandes à humanidade quanto as mais terriveis guerras, terremotos e erupções de vulcões

História – A peste bubônica ganhou o nome de peste negra por causa da pior epidemia que atingiu a Europa, no século 14. Ela foi sendo combatida à medida que se melhorou a higiene e o saneamento das cidades, diminuindo a população de ratos urbanos
Contaminação – Causada pela bactéria Yersinia pestis, comum em roedores como o rato. É transmitida para o homem pela pulga desses animais contaminados
Sintomas – Inflamação dos gânglios linfáticos, seguida de tremedeiras, dores localizadas, apatia, vertigem e febre alta
Tratamento – À base de antibióticos. Sem tratamento, mata em 60% dos casos
50 milhões de mortos (Europa e Ásia) - 1333 a 1351

História – Conhecida desde a Antigüidade, teve sua primeira epidemia global em 1817. Desde então, o vibrião colérico (Vibrio cholerae) sofreu diversas mutações, causando novos ciclos epidêmicos de tempos em tempos
Contaminação – Por meio de água ou alimentos contaminados
Sintomas – A bactéria se multiplica no intestino e elimina uma toxina que provoca diarréia intensa
Tratamento – À base de antibióticos. A vacina disponível é de baixa eficácia (50% de imunização)
Centenas de milhares de mortos - 1817 a 1824


História – Sinais da doença foram encontrados em esqueletos de 7 000 anos atrás. O combate foi acelerado em 1882, depois da identificação do bacilo de Koch, causador da tuberculose. Nas últimas décadas, ressurgiu com força nos países pobres, incluindo o Brasil, e como doença oportunista nos pacientes de Aids
Contaminação – Altamente contagiosa, transmite-se de pessoa para pessoa, através das vias respiratórias
Sintomas – Ataca principalmente os pulmões
Tratamento – À base de antibióticos, o paciente é curado em até seis meses
1 bilhão de mortos - 1850 a 1950

História – A doença atormentou a humanidade por mais de 3 000 anos. Até figurões como o faraó egípcio Ramsés II, a rainha Maria II da Inglaterra e o rei Luís XV da França tiveram a temida “bixiga”. A vacina foi descoberta em 1796
Contaminação – O Orthopoxvírus variolae era transmitido de pessoa para pessoa, geralmente por meio das vias respiratórias
Sintomas – Febre, seguida de erupções na garganta, na boca e no rosto. Posteriormente, pústulas que podiam deixar cicatrizes no corpo
Tratamento – Erradicada do planeta desde 1980, após campanha de vacinação em massa
300 milhões de mortos - 1896 a 1980

História – O vírus Influenza é um dos maiores carrascos da humanidade. A mais grave epidemia foi batizada de gripe espanhola, embora tenha feito vítimas no mundo todo. No Brasil, matou o presidente Rodrigues Alves
Contaminação – Propaga-se pelo ar, por meio de gotículas de saliva e espirros
Sintomas – Fortes dores de cabeça e no corpo, calafrios e inchaço dos pulmões
Tratamento – O vírus está em permanente mutação, por isso o homem nunca está imune. As vacinas antigripais previnem a contaminação com formas já conhecidas do vírus
20 milhões de mortos - 1918 a 1919

História – A doença é causada pelas bactérias do gênero Rickettsia. Como a miséria apresenta as condições ideais para a proliferação, o tifo está ligado a países do Terceiro Mundo, campos de refugiados e concentração, ou guerras
Contaminação – O tifo exantemático (ou epidêmico) aparece quando a pessoa coça a picada da pulga e mistura as fezes contaminadas do inseto na própria corrente sangüínea. O tifo murino (ou endêmico) é transmitido pela pulga do rato
Sintomas – Dor de cabeça e nas articulações, febre alta, delírios e erupções cutâneas hemorrágicas
Tratamento – À base de antibióticos
3 milhões de mortos (Europa Oriental e Rússia) - 1918 a 1922

História – O Flavivírus, que tem uma versão urbana e outra silvestre, já causou grandes epidemias na África e nas Américas
Contaminação – A vítima é picada pelo mosquito transmissor, que picou antes uma pessoa infectada com o vírus
Sintomas – Febre alta, mal-estar, cansaço, calafrios, náuseas, vômitos e diarréia. 85% dos pacientes recupera-se em três ou quatro dias. Os outros podem ter sintomas mais graves, que podem levá-los à morte
Tratamento – Existe vacina, que pode ser aplicada a partir dos 12 meses de idade e renovada a cada dez anos
30 000 mortos (Etiópia) - 1960 a 1962


História – Era uma das causas principais de mortalidade infantil até a descoberta da primeira vacina, em 1963. Com o passar dos anos, a vacina foi aperfeiçoada, e a doença foi erradicada em vários países
Contaminação – Altamente contagioso, o sarampo é causado pelo vírus Morbillivirus, propagado por meio das secreções mucosas (como a saliva, por exemplo) de indivíduos doentes
Sintomas – Pequenas erupções avermelhadas na pele, febre alta, dor de cabeça, mal-estar e inflamação das vias respiratórias
Tratamento – Existe vacina, aplicada aos nove meses de idade e reaplicada aos 15 meses
6 milhões de mortos por ano - Até 1963


História – Em 1880, foi descoberto o protozoário Plasmodium, que causa a doença. A OMS considera a malária a pior doença tropical e parasitária da atualidade, perdendo em gravidade apenas para a Aids
Contaminação – Pelo sangue, quando a vítima é picada pelo mosquito Anopheles contaminado com o protozoário da malária
Sintomas – O protozoário destrói as células do fígado e os glóbulos vermelhos e, em alguns casos, as artérias que levam o sangue até o cérebro
Tratamento – Não existe uma vacina eficiente, apenas drogas para tratar e curar os sintomas
3 milhões de mortos por ano - Desde 1980

História – A doença foi identificada em 1981, nos Estados Unidos, e desde então foi considerada uma epidemia pela Organização Mundial de Saúde
Contaminação – O vírus HIV é transmitido através do sangue, do esperma, da secreção vaginal e do leite materno
Sintomas – Destrói o sistema imunológico, deixando o organismo frágil a doenças causadas por outros vírus, bactérias, parasitas e células cancerígenas
Tratamento – Não existe cura. Os soropositivos são tratados com coquetéis de drogas que inibem a multiplicação do vírus, mas não o eliminam do organismo
22 milhões de mortos - Desde 1981

Fonte: Organização Mundial de Saúde (OMS) e Fundação Oswaldo Cruz

O que é uma epidemia? E uma infecção?

          De acordo com o dicionário Aurélio epidemia 
           (grego epidemía, -as)
s. f.
1. Doença que, numa localidade ou região, ataca simultaneamente muitas pessoas.
2. Fig. Coisa mais ou menos molesta ou criticável que é adoptada!adotada por muitos.


                  .



Uma epidemia é  quando uma doença se desenvolve num local de forma rápida (fazendo várias vítimas), num curto intervalo de tempo.
Geralmente acontece quando a população de uma determinada região entra em contato pela primeira vez com um agente patogênico (vírus, bactéria). Neste caso, o sistema imunológico das pessoas não está preparado para combater a doença, que se espalha rapidamente fazendo várias vítimas. 



             De acordo com o dicionário Aurélio Infecção 
             s. f
                        1. Acto!Ato ou efeito de infeccionar.
                      2. Corrupção; contágio.
           infecção! oportunistainfecção! que ocorre quando o sistema imunitário está      debilitado, causada por um microorganismo!micro-organismo que seria inofensivo para um sistema imunitário não debilitado.
            é a colonização de um organismo hospedeiro por uma espécie estranha. Em uma infecção, o organismo infectante procura utilizar os recursos do hospedeiro para se multiplicar (com evidentes prejuízos para o hospedeiro). O organismo infectante, ou patógeno, interfere na fisiologia normal do hospedeiro e pode levar a diversas conseqüências. A resposta do hospedeiro é a inflamação.